Semana passada eu fui na exposição MAIS DE MIL BRINQUEDOS PARA A CRIANÇA BRASILEIRA, no SESC Pompéia, em São Paulo.

É uma viagem nostálgica e romåntica para aqueles que como eu, tem mais de 40 anos. Para as crianças, uma aula de história “do brincar”, dos brinquedos regionais e das transformações técnicas e operacionais dos brinquedos.

Não precisa ser filósofo, nem educador para analisar como era diferente o brincar de anos atrás e como é agora. Pra começar a quantidade de brinquedos que tínhamos (mas que nos divertiam imensamente) e que as crianças tem hoje (que nem sempre as satisfazem). O consumismo afetou principalmente as crianças, isso é fato.

Pensando nos brinquedos que revi, nas doces lembranças que afloraram com a exposição, resolvi escrever sobre brincadeiras antigas.

Sabe, aquelas brincadeiras na rua, no quintal da tia, na casa da avó com os primos ou no recreio da escola. Elas estão entrando para o folclore, ou seja, caindo no esquecimento, no desuso.

Então listei algumas:

  • Bolinha de gude,
  • Queimada
  • Pular corda,
  • Pular elástico
  • Amarelinha,
  • Roda pião (pegá-lo na palma da mão)
  • Alerta,
  • Bambolê,
  • Carrinho de mão,
  • Cinco Marias,
  • Ciranda,
  • Corre Cotia,
  • Esconde-esconde,
  • Estátua,
  • Bate-figurinha
  • Eu-com-as-quatro
  • Mãe-da-rua
  • Morto-vivo
  • Passa anel
  • Pega-pega
  • Peteca
  • Polícia e Ladrão
  • Pula-Sela
  • Está quente-Está frio
  • Dança das cadeiras

 

Muitas dessas brincadeiras envolviam muita movimentação física e também cooperação, competição, formação de equipes e estratégias. Havia trocas presenciais e não virtuais, expressões de risos ( e choros) e um maior respeito às regras e ao próximo.

Os ganhos sociais e emocionais que as brincadeiras proporcionavam eram incomparáveis com as atuais brincadeiras eletrônicas, solitárias e virtuais.

Podemos conviver com o antigo e o atual, sem brigas, nem neuras.

Resgatar esses momentos e possibilitar à criança um pleno desenvolvimento.

Afinal, é através das brincadeiras que as crianças ampliam os conhecimentos sobre si, sobre o mundo e sobre tudo que está ao seu redor.

 

Roseli Gonçalves

Pedagoga, Psicopedagoga, Professora de surdos e mãe da Giulia

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