O bebê nasceu e com ele a primeira dúvida: deixar o bebê com os avós, com babá ou em um berçário?

Se a sua opção for um berçário, comece a pensar bem antes de acabar a sua licença maternidade e visite alguns antes da escolha.

Durante a visita (preferencialmente não agendada) observe alguns itens:

  • Limpeza de todos os locais e higienização de objetos, banheiros e banheiras.
  • Funcionários com uniformes limpos.
  • Ambiente arejado e claro.
  • A segurança: protetores de tomadas, grades nas escadas, telas nas janelas, escadas com corrimão. Há controle de saída adequado?
  • Os berços não devem ficar “colados” um no outro.
  • Há um espaço para atividades lúdicas, com brinquedos adequados e que a criança possa ficar no chão e se movimentar?

 

Perguntas que você deve fazer:

Qual o número de criança por berçaristas?

 O Ministério da Educação recomenda um adulto para cada seis crianças até 1 ano, e um adulto a cada oito crianças entre 1 e 2 anos, além de um auxiliar na hora da alimentação e da troca de fraldas. As berçaristas precisam ter noções de primeiros socorros, para lidar com engasgos e convulsões, por exemplo.

Como é o trabalho de retirada de fraldas?

O ideal é que a escola respeite o ritmo de cada criança e que esse processo inicia-se por volta dos 2 anos.

 Como é a alimentação? Oferecida pela escola ou os pais mandam?

Caso a escola ofereça, ela deve ter um cardápio diversificado, que respeite a fase que a criança se encontra e que possa se adequar as orientações do pediatra, caso seja necessário. Melhor ainda se for elaborado por uma nutricionista.

 A escola está legalizada?

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, toda instituição de educação infantil precisa ter um pedagogo responsável, que acompanhe e coordene o trabalho.

A rotina é rígida ou flexível?

As crianças devem brincar, mas também relaxar. Excesso de estimulação não é aconselhável, assim como deixar a criança na frente da TV também não. Se o seu filho não quer mais dormir na hora da soneca, um profissional deverá ficar com ele em uma atividade separada.

  O que a escola faz em caso de emergência médica?

A escola NUNCA deve medicar a criança sem autorização da família ou do pediatra. Em caso de emergência a escola deverá entrar em contato imediatamente com os responsáveis e levar a um hospital em casos graves.

 Qual o projeto pedagógico da escola?

Tem que ter um. A função do berçário vai além do cuidar.

 

Lembre-se que preço não é sinônimo de qualidade. Luxo menos ainda. O que seu filho precisa é de atenção, cuidados e uma proposta que incentive a autonomia, valores que a família acreditam e carinho.

Converse com mães que tem filhos na escola e com funcionários, além do proprietário (diretor ou pedagogo).

Outro ponto importante para a decisão é a localização. Perto de casa, perto do trabalho de um dos pais mesmo que for longe?

Na minha opinião (agora como mãe), sempre perto de casa. Se para nós adultos trånsito e muito tempo dentro de um carro é estressante, imagine para uma criança!! Acordar mais cedo para “viajar” até o berçário pode ser natural para um adulto, mas não para uma criança e o fator segurança conta muito.

Escolha feita é hora de deixar o seu filho iniciar essa nova etapa da vida dele: a socialização. Essa é só a primeira. Muitas virão!

 

Roseli Gonçalves

Pedagoga, Psicopedagoga, Professora de surdos e mãe da Giulia

www.maosemmovimento.com.br