Desde abril de 2012 até dezembro de 2013, a equipe do Projeto estará na estrada percorrendo o Brasil por comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral, revelando o país através dos olhos de nossas crianças. O projeto tem o foco nas sutilezas do brincar, nos gestos e palavras que apresentam a essência da infåncia de toda criança.

Atualmente muitas escolas realizam projetos de resgate de brincadeiras antigas, brincadeiras regionais e tradicionais da cultura da comunidade a que pertence.

Há a preocupação de não se perder essas tradições e valorizar o brincar nas várias faixas etárias diferentes.

As escolas realizam estudos e oficinas  envolvendo familiares, com relatos, filmagens e encontros onde o brincar e o brinquedos são tão valorizados quanto o ler e escrever dentro de uma escola . Aliás, brincar deve ser tão valorizado quanto “o ler e o escrever” e “fazer continhas”.

Vivemos em um país enorme com uma diversidade de cores, sabores, costumes, sotaques, topografia e temperatura. As brincadeiras vão de acordo às possibilidades do ambiente e das condições econômicas do povo, mas uma coisa é certa: uma criança nunca deixa de brincar. Surpreende-nos ver crianças brincando habilmente com facões, mergulhando em rios e caçando caranguejos, mas também me surpreendeu a fala da Renata Meirelles, que contou que as crianças urbanas de classe média/média alta verbalizam o tempo todo enquanto brincam, sozinhas ou não, o que me levou a refletir essa necessidade que elas tem de falar, de serem ouvidas ou de estarem apenas reproduzindo o nosso falar contínuo? 

Os  vídeos realizados pela Renata Meirelles e o documentarista David Reeks apresentam essa diversidade de crianças, desde as  indígenas brincando no Território Indígena Panará, em Pará na aldeia Nasepotiti, onde dos 349 habitantes, 75% tem menos de 18 anos, no  Vale do Jequitinhonha, Abadia - MG, comunidade com 300 habitantes, onde meninas  fazem bonecas com capim e as batizam depois, criam e embelezam casinhas protegidas pelas sombras de uma mangueira e os meninos, criam e recriam brinquedos e a partir de retalhos de tecidos e madeiras, fazem seus carrinhos para correr por aquelas terras ,  Pomeranos do Espírito Santo, até uma comunidade em Tatajuba, Ceará, onde o sol é tão quente que as pessoas só saem de casa quando ele está nascendo ou quando ele está indo embora, mas as crianças não deixam de brincar.

Assistam ao vídeo: Indígenas brincando no Território Indígena Paraná

Assistam ao vídeo: Vale do Jequitinhonha

Assista ao vídeo:Pomeranos do Espírito Santo

 

Assista ao vídeo: Tatajuba, Ceará

Os vídeos são lindos e eu os convido a assistirem. Impossível não se encantarem.

Também proponho que entrem no site do Projeto Terrítorio do Brincar vejam os brinquedos e as brincadeiras . E por último proponho que brinquem com seus filhos, netos, sobrinhos e alunos.

Roseli Gonçalves

Pedagoga, Psicopedagoga, Professora de surdos e mãe da Giulia

www.maosemmovimento.com.br